terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aulas da Pós-graduação

Caros alunos da disciplina de Farmacologia Molecular e Autonômica, turma 2012.2, Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas, estes são os links dos artigos científicos correspondentes à aula do dia 19/10/2012 (confirmado). Cada link dá acesso a um artigo. Um deles é de revisão e os outros 2 são artigos originais. Dois são sobre farmacogenômica enfocando a oncologia e o outro é sobre o desenvolvimento de terapias-alvo para a oncologia. A ordem dos links corresponde à ordem de apresentação dos trabalhos. Uma breve sinopse acompanha cada link, que é de livre acesso. Uma diretriz geral para a apresentação é informada, mas outros elementos podem ser inseridos à vontade, respeitando-se o tempo de apresentação do seminário.
1. Buchdunger, 1996. Os autores descrevem, pela primeira vez, o composto experimental da CIBA, CGP 57148, depois chamado STI 571, depois denominado imatinib, hoje a droga de baixo peso molecular com atividade inibidora de tirosina-cinase de maior sucesso. Descreva a validação deste composto em termos de sua especificidade pela enzima ABLK e atividade antiproliferativa.
2. Evans, 2003. Revisão sobre farmacogenética e farmacogenômica. Apresentar breve histórico, teoria geral da interação gene-fármaco e dar exemplos da importância deste tópico (polimorfismos genéticos influenciando a farmacocinética, polimorfismos genéticos de alvos). Mostrar as possibilidades do diagnóstico molecular para individualizar a farmacoterapia.
3. Trevino, 2009. Trabalho original do grupo do Saint Jude Children's Research Hospital e centros associados, validando através de farmacogenômica um marcador capaz de prever a resposta de crianças com leucemia linfóide aguda ao metotrexato, incluindo efeitos colaterais e eficácia do tratamento. Descreva a metodologia genômica sucintamente e seus resultados.

Os seminaristas podem incluir informações de outras fontes a critério. Também estou à disposição para ajudar com material de apoio e tirando dúvidas. Basta entrar em contato pelo e-mail.

Os slides da aula estão disponíveis aqui.
Complemento: segundo arquivo de slides clique aqui.

Atenciosamente,

Helder Felix
Palestrante da aula "Desenvolvimento de Terapias-alvo e Farmacogenômica aplicada à oncologia".

sábado, 30 de junho de 2012

Novo tratamento para Leucemia Linfóide Aguda recidivada e refratária

A prestigiada revista Lancet Oncology publicou recentemente o resultado de um ensaio clínico fase II que avaliou um novo tratamento em pacientes com LLA recidivada, refratária a outros tratamentos. Trata-se do inotuzumab ozogamicina, um anticorpo monoclonal dirigido contra a proteína transmembrana CD22, conjugado com a caliqueamicina, um antibiótico citotóxico. A caliqueamicina já foi utilizada em outra terapia-alvo em pacientes com leucemias, o gemtuzumab ozogamicina (Mylotarg - Wyeth), um anticorpo monoclonal conjugado com o antibiótico que tem como alvo a molécula CD33. Enquanto o CD33 é encontrado na superfície de células de linhagem mielóide, o CD22 é expressado principalmente por linfócitos B maduros, sendo linhagem-específico. O Mylotarg, usado no tratamento da Leucemia Mielóide Aguda entre 2000 e 2010, foi retirado do mercado pela Wyeth a pedido do FDA, quando saíram os resultados de um ensaio clínico fase III (SWOG S0106), o qual mostrou uma mortalidade inaceitável nos pacientes tratados com a droga.
O presente estudo testou o inotuzumab ozogamicina em 49 pacientes, adultos e crianças, com LLA recidivada e refratária. Parte dos pacientes já sofrera transplante de células progenitoras (stem cells). A mediana de sobrevida dos pacientes foi de 5,1 meses (7,9 meses nos pacientes que responderam). Vinte e oito pacientes alcançaram remissão medular completa, 16 pacientes tiveram remissão citogenética completa e 17 tiveram pesquisa de doença residual mínima negativa. Um total de 32 pacientes faleceu e o restante estava em seguimento. Apesar da mediana de sobrevida reduzida, o grupo de pacientes do ensaio era pesadamente tratado, com pelo menos 2 tratamentos anteriores. Pacientes com LLA com recidiva múltipla usualmente têm sobrevida muito curta ( mediana de 2-3 meses). O grupo que realizou o ensaio, do MD Anderson Cancer Center e financiado pela Pfizer, considera que o inotuzumab ozogamicina é muito promissor e merece ser ensaiado num número maior de pacientes, num desenho fase III.

Novidade no Tratamento de Osteossarcoma: quando a toxicidade é "melhor"

O objetivo do tratamento oncológico é obter a maior sobrevida possível para os pacientes. Em última análise, procura-se curar o máximo número de pacientes. Adicionalmente, procura-se minimizar a toxicidade dos esquemas de tratamento utilizados, ou reduzindo doses ou usando drogas para prevenir efeitos adversos. Esses têm sido, também, os objetivos gerais do tratamento dos pacientes com osteossarcoma, o mais comum dos tumores ósseos da infância e adolescência. Resultados recentemente publicados, porém, podem indicar que os efeitos colaterais da terapia para osteossarcoma podem ser, de certa forma, "bem vindos".
O grupo cooperativo europeu para o tratamento do osteossarcoma, European Osteosarcoma Intergroup (EOI) realizou três ensaios clínicos controlados e randomizados entre 1982 e 2002, incluindo 1067 pacientes, criando o maior grupo de pacientes com osteossarcoma seguidos prospectivamente. Os autores do estudo em questão usaram as informações combinadas de 533 pacientes que foram tratados com o "tratamento padrão" (grupo controle) nestes ensaios. O maior grau de toxicidade que cada paciente experimentou foi usado nos estudos comparativos. Os autores realizaram uma análise retrospectiva  comparando a toxicidade com a sobrevida e com a resposta à quimioterapia (avaliada na cirurgia, realizada após a quimioterapia).
Os resultados indicam que os pacientes que experimentaram mucosite grave (grau 3-4) tiveram melhor sobrevida que os demais (quase 75% com mucosite grave tiveram sobrevida prolongada, contra menos de 50% daqueles que não tiveram mucosite). Também tiveram impacto favorável na sobrevida a ocorrência de neuropatia periférica e trombocitopenia. A ocorrência de efeitos colaterais também teve impacto favorável na sobrevida livre de progressão.
A relação entre toxicidade e prognóstico em pacientes com câncer não é nova. Desde a década de 80, evidências acumulam-se mostrando que a toxicidade hematológica, especialmente a neutropenia, têm valor prognóstico em pacientes com câncer de mama, ovário, estômago e pulmão, além de crianças com leucemia linfóide aguda. A novidade neste trabalho foi a comprovação da associação da toxicidade da quimioterapia com o prognóstico em pacientes com osteossarcoma, além do papel mais importante da toxicidade não hematológica, verificada pela primeira vez. Por quê ocorre esta associação? Supostamente, pacientes que metabolizam mais rápido os quimioterápicos, ou são relativamente resistentes a seus efeitos, podem apresentar um menor efeito antitumoral do tratamento. Muito pouco é conhecido sobre a variação de resposta e metabolismo à quimioterapia entre os pacientes com osteossarcoma. Existem estudos de farmacogenética em andamento, os quais podem esclarecer o papel da variação individual na resposta ao tratamento em pacientes com osteossarcoma. No futuro, será possível individualizar as doses e esquemas de tratamento para cada paciente, baseado em seu perfil farmacogenético, uma conquista que é chamada genericamente de "medicina personalizada".

segunda-feira, 19 de março de 2012

A Successful and Sustainable Health System — How to Get There from Here — via NEJM

This is only a fragment of a very interesting essay on the current pitfalls of US health system, but one can see lessons to Brazil, as well. The entire text is worth a read.

In his famous essay on Tolstoy entitled “The Hedgehog and the Fox,” Isaiah Berlin compared a number of historical figures to one or the other animal. Foxes know many things, whereas the hedgehog knows one big thing. Tolstoy, concluded Berlin, was a fox masquerading as a hedgehog: although he believed that history demanded a unifying theme, he could not resist his tendency to see many threads rather than one big cord.
To achieve a successful and sustainable health system, we must be able and willing to try many different things. But therein lies a unifying idea: do many things. No single stroke will solve this problem. A successful and sustainable health system will not be achieved by supporting prevention, it will not be achieved by championing competition, it will not be achieved by comparing the effectiveness of different practices, it will not be achieved by striking commercial influence from professional decision making, it will not be achieved by changing the way we pay doctors, and it will not be achieved by just reengineering the system. It requires all these changes and more. We need the cleverness of the fox and the persistence of the hedgehog. We must be willing to adopt many strategies and use them to reach one big goal.

Sources of Inefficiency in U.S. Health Care


• Payment for wrong outputs (units of service rather than episode of illness, health outcomes, or covered lives)

• Financial incentives that reward inefficiency (complications or readmissions)

• Lack of price information and incentives for patients

• Indifference of providers to induced costs

• Dysfunctional competition rather than performance-based competition

• Lack of personal or professional ethos to care about societal costs of health care

• Failure to take full advantage of professional skills of nurses

• Lack of uniform systems and processes to ensure safe and high-quality care

• Uneven patient flows, resulting in overcrowding, suboptimal care, and waste

• Insufficient involvement of patients in decision making (as in end-of-life care)

• Insufficient attention to prevention, disparities, primary care, health literacy, population health, and long-term results

• Fragmented and uncoordinated delivery, without continuity of care

• Lack of information on resource costs, performance, comparative effectiveness, quality of care, and health outcomes

• Scientific uncertainty about effectiveness and cost, especially of newer tests and treatments

• Cultural predisposition to believe that more care is better

• Administrative complexity of coping with multiple forms, regimens, and requirements of different insurers

• Rewarding of inventors and entrepreneurs for possible performance advantage more than for significant savings in overall system cost

• Regulatory regime that can only retard and not accelerate innovation

• Insufficient reliance on competitive bidding for drugs and devices

• Distortions resulting from fraud, conflict of interest, and a dysfunctional malpractice system

Potential Uses of Health IT


• Personal medical records

• Personalized health reminders and follow-up

• Personal health, diet, and activity monitoring and motivation

• Pre-degree and continuing medical education

• Real-time clinical decision support

• Remote professional consultation and care

• Monitoring and advising of patients with chronic disease

• Quality assurance

• Performance assessment of providers and institutions

• Comparative outcomes research

• Matching of potential participants to clinical trials

• Monitoring for safety (or unanticipated benefits) of drugs, devices, diagnostic tests, surgery, and other treatments

• Enhanced peer-to-peer and professional–patient support

• Comparative health assessments across populations, communities, cities, and states

• Public health surveillance for disease outbreaks, environmental risks, and potential bioterrorism
Disclosure forms provided by the author are available with the full text of this article at NEJM.org.

Source Information

From the Institute of Medicine, Washington, DC.
Address reprint requests to Dr. Fineberg at the Institute of Medicine, 500 Fifth St., NW, Washington, DC 20001.

Link to the full text: http://bit.ly/xPLo3A

A Successful and Sustainable Health System — How to Get There from Here — NEJM

Prognostic Relevance of Integrated Genetic Profiling in Acute Myeloid Leukemia — via NEJM

Prognostic Relevance of Integrated Genetic Profiling in Acute Myeloid Leukemia

Jay P. Patel, Mithat Gönen, Ph.D., Maria E. Figueroa, M.D., Hugo Fernandez, M.D., Zhuoxin Sun, Ph.D., Janis Racevskis, Ph.D., Pieter Van Vlierberghe, Ph.D., Igor Dolgalev, B.S., Sabrena Thomas, B.S., Olga Aminova, B.S., Kety Huberman, B.S., Janice Cheng, B.S., Agnes Viale, Ph.D., Nicholas D. Socci, Ph.D., Adriana Heguy, Ph.D., Athena Cherry, Ph.D., Gail Vance, M.D., Rodney R. Higgins, Ph.D., Rhett P. Ketterling, M.D., Robert E. Gallagher, M.D., Mark Litzow, M.D., Marcel R.M. van den Brink, M.D., Ph.D., Hillard M. Lazarus, M.D., Jacob M. Rowe, M.D., Selina Luger, M.D., Adolfo Ferrando, M.D., Ph.D., Elisabeth Paietta, Ph.D., Martin S. Tallman, M.D., Ari Melnick, M.D., Omar Abdel-Wahab, M.D., and Ross L. Levine, M.D.
March 14, 2012 (10.1056/NEJMoa1112304)

Background

Acute myeloid leukemia (AML) is a heterogeneous disease with respect to presentation and clinical outcome. The prognostic value of recently identified somatic mutations has not been systematically evaluated in a phase 3 trial of treatment for AML.

Methods

We performed a mutational analysis of 18 genes in 398 patients younger than 60 years of age who had AML and who were randomly assigned to receive induction therapy with high-dose or standard-dose daunorubicin. We validated our prognostic findings in an independent set of 104 patients.

Results

We identified at least one somatic alteration in 97.3% of the patients. We found that internal tandem duplication in FLT3 (FLT3-ITD), partial tandem duplication in MLL (MLL-PTD), and mutations in ASXL1 and PHF6 were associated with reduced overall survival (P=0.001 for FLT3-ITD, P=0.009 for MLL-PTD, P=0.05 for ASXL1, and P=0.006 for PHF6); CEBPA and IDH2 mutations were associated with improved overall survival (P=0.05 for CEBPA and P=0.01 for IDH2). The favorable effect of NPM1 mutations was restricted to patients with co-occurring NPM1 and IDH1 or IDH2 mutations. We identified genetic predictors of outcome that improved risk stratification among patients with AML, independently of age, white-cell count, induction dose, and post-remission therapy, and validated the significance of these predictors in an independent cohort. High-dose daunorubicin, as compared with standard-dose daunorubicin, improved the rate of survival among patients with DNMT3A or NPM1 mutations or MLL translocations (P=0.001) but not among patients with wild-type DNMT3A, NPM1, and MLL (P=0.67).

Conclusions

We found that DNMT3A and NPM1 mutations and MLL translocations predicted an improved outcome with high-dose induction chemotherapy in patients with AML. These findings suggest that mutational profiling could potentially be used for risk stratification and to inform prognostic and therapeutic decisions regarding patients with AML. (Funded by the National Cancer Institute and others.)
Link to full article: http://bit.ly/yXoDjc

Prognostic Relevance of Integrated Genetic Profiling in Acute Myeloid Leukemia — NEJM

Consumir carne vermelha todo dia aumenta risco de morte, diz estudo - via Consulfarma

Especialistas de Harvard ouviram 120 mil pessoas dos Estados Unidos. Carne processada pode elevar risco de morte prematura em até 20%.
Uma pesquisa norte-americana afirma que comer uma porção diária de carne vermelha processada (como salsichas e bacon) pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%, enquanto que ingerir carne sem processamento elevaria em 13% este risco.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (12), em estudo realizado por especialistas da Universidade Harvard, que contou com dados de mais de 120 mil pessoas dos Estados Unidos.
O estudo oferece evidências de que comer carne vermelha aumenta o risco de enfermidades cardíacas e câncer. Além disso, sugere que substituí-la por peixe e carne de aves poderia reduzir o risco de mortalidade.
Foram analisadas informações de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 22 anos e 28 anos, respectivamente. Os participantes foram entrevistados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos.
Especialistas recomendam reduzir consumo diário de carne vermelha para evitar morte prematura
Cardápio mais saudável
Aqueles que comiam uma porção diária de carne vermelha sem processamento (carne comum) registraram um risco 13% maior do que aqueles que não comiam com tanta frequência este alimento.
E se a carne vermelha era processada, o risco aumentava em 20%.
No entanto, substituir a carne vermelha por nozes provou que o risco de mortalidade cairia em 19%, enquanto que o consumo de grãos inteiros e aves diminuíram o risco em 14%. Já o consumo de peixes fez cair o risco em 7%.
Mortes que poderiam ser evitadas
Os autores disseram quem entre 7% e 9% das mortes que ocorreram durante o estudo “poderiam ser evitadas se todos os participantes consumissem menos 0,5 porção diária de carne vermelha.
A carne vermelha processada contém ingredientes como a gordura saturada, sódio, nitratos e outras substâncias cancerígenas que estão ligadas a muitas doenças crônicas, incluindo doenças cardíacas e câncer.
"Mais de 75% dos US$ 2,6 bilhões gastos anualmente com saúde nos Estados Unidos são por motivos de doença crônica", disse Dean Ornish, médico e nutricionista da Universidade da Califórnia, em San Francisco. "Consumir menos carne vermelha pode ajudar a reduzir a mortalidade devido a essas doenças e reduzindo, assim, os custos com saúde”, complementa.

Fonte: G1
 
Link para o post original: http://bit.ly/FR3oEQ
Consulfarma - Notícias - Consumir carne vermelha todo dia aumenta risco de morte, diz estudo.

Remédio contra a Aids voltado para crianças será testado no Brasil - via Consulfarma

Doses e sabores foram adaptados para os pacientes infantis. Se aprovado, medicamento pode estar disponível em três anos.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará a testar em seres humanos um remédio desenvolvido especialmente para tratar a Aids em crianças.
O medicamento desenvolvido pela Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fiocruz (Farmanguinhos) é um antirretroviral, que tem como objetivos suprimir a carga viral, restaurar o sistema imune e, assim, retardar a progressão da doença.
Os testes terão início ainda no segundo semestre de 2012, em seis centros de pesquisa em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Se eles tiverem sucesso, o remédio estará disponível no mercado em três anos, de acordo com os cientistas dessa instituição pública.
Os pesquisadores reuniram em um único comprimido os princípios ativos lamivudina, zidovudina e nevirapina, usados normalmente no combate contra a Aids. Ao todo, há 16 substâncias que são usadas nesse tratamento, mas a maioria delas não pode ser aplicada em crianças.
Esse comprimido contém doses adequadas para crianças e foi adoçado com outros componentes com o objetivo de tornar o sabor mais agradável. Com as mudanças, os cientistas esperam melhorar a adesão dos mais jovens ao tratamento.
Pelos dados oficiais, entre 1980 e 2010 foram registrados no Brasil 14 mil casos de Aids em crianças menores de 13 anos, que em sua maioria herdaram a doença de suas mães durante a gravidez ou contraíram no momento do parto.

Fonte: G1
 
Link para o post original:  http://bit.ly/AwA7E1
Consulfarma - Notícias - Remédio contra a Aids voltado para crianças será testado no Brasil.

Nobel avalia pesquisa do câncer em SP - via Consulfarma

Alemão vencedor do maior prêmio da ciência, junto com colegas internacionais, integra conselho do A.C. Camargo, um dos principais centros do Brasil na área da oncologia.

Em iniciativa inédita no país, o Hospital A.C. Camargo, de São Paulo, passou a ter um conselho internacional para avaliar suas pesquisas. A instituição responde por 60% da produção científica oncológica brasileira.
Seis pesquisadores de renome mundial, entre eles o virologista alemão Harald zur Hausen, Prêmio Nobel em Medicina ou Fisiologia de 2008, e Curtis Harris, diretor do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, integram o conselho, que foi idealizado pelo oncologista Ricardo Brentani, morto em novembro.
Nos últimos dois dias, o grupo analisou os projetos científicos, as instalações e as condições de ensino e pesquisa do hospital. Agora, prepara um relatório com a avaliação e as possíveis recomendações. Um em cada três oncologistas brasileiros se especializou no hospital.
"Eles vão nos dizer o que acharam de bom e o que precisa ser melhorado", resume o patologista Fernando Soares, diretor da pós-graduação do hospital. Os conselheiros não serão remunerados.
Dentro de um ano, eles devem retornar ao Brasil para checar se as mudanças sugeridas foram feitas e se surtiram o efeito esperado.
Segundo o americano Curtis Harris, as pesquisas no hospital têm nível de qualidade internacional e, por isso, despertaram o interesse do grupo. "Existem muitas potencialidades por aqui. Jovens pesquisadores que estão no início de suas carreiras e que logo vão desabrochar", disse ele à Folha.
Hausen, ganhador do Nobel, afirmou estar "entusiasmado". "Há pesquisas de qualidade, especialmente na área genômica. Mas, como em qualquer outro lugar, sempre é possível melhorar."
Uma das pesquisas desenvolvidas no hospital investiga os genes associados a tumores hereditários, como o de cólon e de mama, e os marcadores que poderão ser utilizados no diagnóstico e no tratamento da doença.
"Investigamos novas mutações do câncer familiar para fazer um aconselhamento genético precoce e poder tratar a pessoa adequadamente, com base no tipo de tumor que ela tem", explica a bióloga Silvia Rogatto.
Para o imunologista português António Amaral Coutinho, porta-voz do grupo internacional, submeter pesquisas ao crivo de pares internacionais ajuda a melhorar a qualidade delas.
"É o momento de o Brasil investir em ciência e tecnologia e descobrir melhores maneiras de fazer as coisas. Não se inventa nada sem saber muito. Não adianta só exportar gado. É preciso exportar cabeças", afirmou Coutinho.
Ele não quis adiantar o parecer do grupo sobre as pesquisas do A.C. Camargo.

CONHEÇA OS MEMBROS DA COMISSÃO
ALAN ASHWORTH
Professor do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido

ANTÓNIO COUTINHO
Diretor do Instituto Gulbenkian, em Portugal

CURTIS HARRIS
Diretor do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos

HARALD ZUR HAUSEN
Ganhador do Prêmio Nobel em Medicina ou Fisiologia (2008) por estudos sobre vírus HPV e câncer

KAI SIMONS
Diretor emérito do Instituto Max Planck de Biologia Molecular, Celular e Genética

MARTIN RAFF
Professor emérito do britânico University College

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP
 
Post original: http://bit.ly/AtskHn
Consulfarma - Notícias - Nobel avalia pesquisa do câncer em SP.

sábado, 17 de março de 2012

Scientists go Social - via ScienceInsider

Three Finnish researchers have created an online service that could eventually replace or supplement the current way journals get scientists to peer review submitted manuscripts. Already partnered with the ecology journal Ecography, published by Wiley, Peerage of Science is an innovative social network of scientists to which researchers submit their manuscripts; other members with relevant expertise, alerted by keywords in the papers, will then provide reviews that scientific journals can use to decide whether to publish the work. University of Jyväskylä and the University of Eastern Finland, where the three creators of the service are based, have sponsored the company founded to further build up the service this year.
The current peer review system in which journal editors send potentially publishable manuscripts to experts for review is hotly debated. Many scientists complain that the system is slow, inefficient, of variable quality, and prone to favoritism. Moreover, there's growing resentment in some quarters about being asked to take valuable time to provide free reviews to journals that are operated by for-profit publishers or that don't make their papers open-access. Several suggestions have been made to improve the peer review system, such as introducing credits for reviewers, using social media, and making the process more transparent.
Peerage of Science aims to combine these ideas, explains co-founder Mikko Mönkkönen, an applied ecologist at the University of Jyväskylä. A researcher would initially upload a manuscript to Peerage of Science. It will then be made anonymous and posted on a Web site that is exclusively accessible to other members, which currently stands at around 500 scientists. Along with the manuscript, the authors can add a short pitch explaining why peers should review this manuscript.
Potential reviewers receive an e-mail if tagged keywords reflecting the manuscript match their expertise—bird migration, for example. After reviewing a paper, peers are allowed to grade the quality of the other reviews, by awarding a grade between one and five.  Editors of journals partnering with Peerage of Science can anonymously track reviews, get automated updates on the paper and make an offer to publish the paper, perhaps after a requested revision. Authors are free to accept or decline their offers.
To prevent favoritism, peers are not allowed to review manuscripts submitted by colleagues of the same university or researchers they cooperated with in the last 3 years. This excludes many potentially suitable reviewers, however, so the service founders will monitor if this rule is needed. "We want to create a system that people can trust. But if this rule turns out to be too strict, we are willing to change it," says Mönkkönen.
Transparency is another way Peerage of Science aims to prevent bias. If reviewers agree, their reviews will be published in an online journal called Proceedings of Peerage of Science. The founders hope this will create a career incentive for scientists to do high-quality reviews: they can boost their reputation. "One cannot just get away with an unrealistically positive or negative review without justification," says Seppänen.
The founders of Peerage of Science, who include evolutionary ecologist Janne Kotiaho of University of Jyväskylä, initially aimed their service at their own field, ecology. But their goal is to eventually expand it to all scientific areas. 
Read the full story: http://bit.ly/A0GZkC
Online Social Network Seeks to Overhaul Peer Review in Scientific Publishing - ScienceInsider

Massage's Mystery Mechanism Unmasked - via ScienceNOW


Massage's healing touch may have more to do with DNA than with good hands. A new study has revealed for the first time how kneading eases sore muscles—by turning off genes associated with inflammation and turning on genes that help muscles heal. The discovery contradicts popular claims that massage squeezes lactic acid or waste products out of tired muscles and could bring new medical credibility to the practice.
Despite massage's widespread popularity, researchers know surprisingly little about its effects on muscles. The scant evidence makes many physicians unsure, if not outright skeptical, of the method.
Mark Tarnopolsky, a neurometabolic researcher at McMaster University in Hamilton, Canada, recruited 11 young healthy men for his research. The subjects underwent a workout session and a massage therapist massaged one of their legs. Tissue samples from the volunteers' quadriceps muscles were taken—once before the workout, once 10 minutes after the massage, and once 3 hours after the workout—and compared the genetic profiles of each sample.
The researchers detected more indicators of cell repair and inflammation in the post-workout samples than in the pre-workout samples. Exercise activates genes associated with repair and inflammation. However, there were clear differences between the massaged legs and the unmassaged ones after exercise. The massaged legs had more genes associated with cellular energy and less genes associated with inflammation.
The results, published in Science Translational Medicine, suggest that massage suppresses the inflammation that follows exercise while promoting faster healing.

Read the full story: http://bit.ly/xqmGRq
Massage's Mystery Mechanism Unmasked - ScienceNOW

Read the article: http://bit.ly/y9Bzzb

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aspirina modificada pode ser a nova arma contra o câncer - via Consulfarma

Segundo cientistas nova-iorquinos, ela poderia chegar a substituir remédios tradicionais.
NOVA YORK — A aspirina, quem diria, que já ficou famosa por ajudar a prevenir problemas cardiovasculares, está prestes a ganhar um papel importante também na luta contra o câncer. Cientistas da The City College, uma universidade de Nova York, desenvolveram um novo composto à base da droga que, a médio prazo, pode se tornar uma poderosa arma contra o câncer, e bem mais segura do que os remédios usados atualmente para tratar a doença.
Já havia indícios de que a aspirina poderia ajudar no combate ao câncer; o problema eram os graves efeitos colaterais que sua utilização para este fim poderia causar. As modificações realizadas em sua composição, porém, parecem fazer os efeitos adversos desaparecerem, além de tornarem a droga bem mais potente.
A equipe da Escola Biomédia Sophie Davis, instalada na The City College, relatou que a nova aspirina inibiu o crescimento de 11 diferentes tipos de células cancerígenas em cultura, sem prejudicar as células saudáveis ao seu redor. Entre elas, estavam células causadoras dos cânceres de cólon, pâncreas, pulmão, próstata e mama, além de leucemia.
— Os componentes-chaves deste novo composto são muito, muito potentes, e ainda tem toxicidade mínima para as outras células — disse o professor associado Khosrow Kashfi, principal responsável pela pesquisa.
O composto de aspirina também reduziu tumores de cóloln em 85% em animais, sem efeitos adversos.
— Se o que vimos em animais puder ser transporto para homens, (o composto) poderia ser usado junto com outros remédios antes da quimioterapia ou de uma cirurgia — explicou Kashfi.
Usada principalmente como analgésicos, a aspirina e outras drogas chamadas anti-inflamatórias não esteroidais (Aines), como o ibuprofeno e o naproxeno, são conhecidos por sua capacidade de reduzir inflamações. Nos anos 1980, concluiu-se que uma aspirina por dia é capaz de diminuir os riscos de infarto e derrame. Estudos mais recentes demonstraram sua potencialidade também para inibir o desenvolvimento de câncer.
— Há muitos dados mostrando que, quando tomada regularmente, a aspirina reduz o risco de câncer de cólon em 50% — lembrou o professor Kashfi.
O problema é que o uso prolongado desta droga tem seus próprios riscos: os efeitos colaterais vão de úlceras hemorrágicas a falência dos rins. Para contornar a situação, os pesquisdores criaram um híbrido de duas formulações antigas, que chamaram de Nosh-aspirina. Eles usaram a aspirina como um suporte para duas moléculas que comprovadamente aumentam sua segurança e sua potência.
Uma delas, o óxido nítrico, ajuda a proteger o estômago. A outra é o sulfeto de hidrogênio, que, já se sabia, aumenta a capacidade da aspirina de combater o câncer. Os pesquisadores suspeitam de que o composto híbrido seria mais eficaz do que apenas uma das drogas isoladamente para elevar o potencial da aspirina contra a doença: apenas 24 horas depois de usada contra culturas de células cancerosas, a Nosh-aspirina demonstrou ser cem mil vezes mais potente que a aspirina comum.
— O híbrido é muito mais potente: 72 horas depois, ele já tinha 250 mil vezes mais força que a aspirina comum contra células humanas de câncer de cólon in vitro. Então, você precisa de uma quantidade menor para obter o mesmo resultado — afirmou Kashfi, o que leva a concluir que, usando doses menores, seria possível conseguir o efeito desejado contra o câncer minimizando ou eliminando efeitos colaterais.
O híbrido também mostrou ser 15 mil vezes mais potente do que a já conhecida No-aspirina e o equivalente a 80 vezes mais forte do que o composto que incorpora H{-2}S.
Na segunda parte do trabalho, quando ratos portadores de células humanas causadoras dos tumores de cólon receberam Nosh-aspirina oralmente, o composto destruiu células, inibiu sua proliferação e reduziu significativamente o crescimento do tumor, sem que houvesse qualquer sinal de toxicidade nos animais.
A expectativa é de que se possa criar uma droga baseada na Nosh-aspirina. Kashfi, porém, observa que os próximos passos serão testes de toxicidade e ensaios clínicos, e que a possibilidade de um tratamento deste tipo passar a ser oferecido em hospitais e consultórios ainda pode demorar anos até se tornar realidade.
Os estudos foram financiados pelo Instituto Nacional do Câncer e pela Fundação Nacional de Ciência americanos. A equipe, agora, apresentará suas descobertas no evento anual promovido pela Associação Americana para a Pesquisa do Câncer, a ser realizado no fim do mês, em Chicago.

Fonte: O GLOBO – RJ 

Link para o post original: http://bit.ly/FQFEMZ
Consulfarma - Notícias - Aspirina modificada pode ser a nova arma contra o câncer.

Médico não é garoto-propaganda - via Consulfarma

É cruel e macula a classe viajar à custa de laboratórios, sonegar impostos (´com recibo ou sem?´), cobrar ´por fora´ do convênio e ganhar percentual por próteses.
O novo Código de Ética Médica, em vigor desde abril de 2010, foi unanimemente saudado como um documento atual, abordando temas polêmicos com coragem e lucidez.
Foi, portanto, com tristeza e decepção que a sociedade brasileira tomou conhecimento de uma emenda a um ponto importante do código, sobre a relação dos médicos com os laboratórios farmacêuticos.
No artigo 69 do código de 2010, foi vedado ao médico "obter vantagem pelo encaminhamento de procedimentos, pela comercialização de medicamentos, órteses e próteses ou implantes, cuja compra decorra de influência direta em virtude de sua atividade profissional". A intenção era coibir essa relação indigna que denigre a categoria médica.
Na emenda divulgada na semana passada, o Conselho Federal de Medicina corrigiu a norma, sob a alegação lamentável de que não conseguiu conter a pressão dos laboratórios e de determinado segmento de médicos.
Agora, permanece a velha relação indigna entre médicos e laboratórios, tornando alguns profissionais -felizmente a minoria- garotos-propaganda comerciais.
Sou radicalmente contra essa prática, pelos seguintes motivos:
1) Os médicos são profissionais que têm, em geral, uma remuneração digna e suficiente para manter uma vida de boa qualidade.
Não precisam desses subterfúgios de ética duvidosa e às vezes ilegais: viajar às custas de laboratórios, sonegar imposto de renda em conluio constrangedor com os pacientes ("com recibo ou sem recibo?"), cobrar "por fora" em convênios de planos de saúde, receber percentual para colocar próteses indicadas especificamente, entre outros. Tais práticas maculam a categoria.
2) Afirmar, como foi feito na argumentação para a referida emenda, que os médicos não direcionam suas prescrições em função da prática de receber viagens gratuitas é de uma ingenuidade e de uma desfaçatez inaceitáveis.
Além de pesquisas já feitas em outros países que demonstram que ocorre efetivamente esse receituário dirigido, é uma dedução óbvia: os laboratórios visam, com essa prática, a fidelidade comercial.
3) O dado mais importante é que, no final das contas, quem vai pagar as viagens dos médicos são os pacientes, em situação de sofrimento físico e psíquico, muitas vezes incapacitados e frequentemente hipossuficientes. É uma crueldade inominável, pois o custo das viagens obviamente será repassado para o preço dos medicamentos.
É aceitável que sejam financiadas viagens relacionadas a pesquisas dos laboratórios feitas por médicos, necessárias à própria pesquisa ou destinadas a relatar em eventos médicos os resultados obtidos. É importante, entretanto, fazer ainda as ressalvas nesses casos, destinadas a evitar a simples propaganda de um produto comercial específico.
O Conselho Federal de Medicina deveria rever a emenda anunciada agora, retornando ao texto original do código de 2010. Se houver polêmica, sugiro realizar uma pesquisa de opinião entre os médicos brasileiros, que certamente irão apontar para a decisão de manter a categoria fora do conflito de interesses e reafirmar a dignidade profissional.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP

Link para o post original: http://bit.ly/FQues1
Consulfarma - Notícias - Médico não é garoto-propaganda.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Novartis apresenta resultados de fármaco experimental para a mielofibrose - via Consulfarma

O NEJM publicou esta quinta-feira os resultados de dois estudos de Fase III relativos ao tratamento com o Janus Quinase (JAK) inibidor INC424 (ruxolitinib), ainda em investigação, demonstrando uma redução significativa da doença em doentes com mielofibrose, avança comunicado de imprensa.

Os resultados do COMFORT-I e COMFORT-II foram apresentados, pela primeira vez, na 47ª Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Junho de 2011.

A mielofibrose é um cancro raro do sangue, com risco de vida, caracterizado pela falência da medula óssea, aumento do baço (esplenomegalia), sintomas debilitantes, tais como fadiga, suores nocturnos e prurido intratável (comichão), má qualidade de vida e perda de peso, bem como reduzida sobrevida.


Fonte: RCMPHARMA 

Link para o post original: http://bit.ly/FQ2UQ2
Consulfarma - Notícias - Novartis apresenta resultados de fármaco experimental para a mielofibrose.

Mecanismo antirrejeição - via Consulfarma

Experiência em humanos "engana" o sistema imunológico de receptores de transplantes e evita ataque aos novos órgãos. Uma outra consequência foi a diminuição a quase zero da necessidade de tomar imunossupressores para o resto da vida.
O transplante de órgãos traz vida nova a portadores de doenças crônicas, mas o preço que se paga ainda é alto. Para evitar rejeição, eles precisam tomar, durante toda a vida, medicamentos imunossupressores. Esses remédios têm uma série de efeitos colaterais, deixando o paciente, inclusive, mais suscetível a infecções e a tumores malignos. Um estudo publicado hoje na revista especializada Science Translational Medicine relata uma experiência bem-sucedida realizada em humanos, que poderá significar o fim da rotina de pílulas e mais pílulas ingeridas pelos transplantados. Os pesquisadores conseguiram, a partir de células-tronco, desenvolver uma técnica pela qual o organismo, naturalmente, se adapta ao novo órgão, sem reconhecê-lo como um intruso.
Proporcionar maior qualidade de vida após o transplante é o objeto de estudo do cirurgião Joseph Leventhal, do Northwestern Medicine Hospital, em Chicago, nos Estados Unidos, há mais de uma década. Ele se dedica a pesquisar maneiras de evitar que o corpo do receptor rejeite o novo órgão, sem a necessidade de se tomar imunossupressores por longos períodos. “Pense em uma criança que recebe um transplante. Ela tem a vida toda pela frente, o que faz com que os efeitos tóxicos desses medicamentos se acumulem por muito tempo. O risco que, mais tarde, ela tenha um câncer, por exemplo, é imenso, pois esse é um dos efeitos colaterais dos imunossupressores. Por isso, quando temos um candidato a receber o transplante, sempre pesamos os benefícios potenciais e os malefícios que o pós-operatório pode trazer”, explica.
Diretor do programa de transplante renal da Universidade de Northwestern, Leventhal uniu seus conhecimentos ao da cientista Suzanne Ildstad, chefe do Instituto de Terapias Celulares da Universidade de Louisville (também nos EUA). Ela é uma das mais reconhecidas pesquisadoras mundiais na área de células-tronco e, em 1994, descobriu raras estruturas presentes na medula óssea, as células facilitadoras, que ajudam a evitar a doença do enxerto contra o hospedeiro, como é chamada a rejeição de órgãos transplantados. “O que muitas pessoas não sabem é que, depois de um transplante, o receptor tem de tomar entre 20 e 25 pílulas por dia. A vida dos pacientes transplantados, atualmente, não é fácil”, reconhece Ildstad.
A médica afirma que as pesquisas no campo de transplantes têm se focado em métodos que “enganem” o sistema imunológico do receptor. “O que tentamos fazer é que o organismo do paciente ache que aquele novo órgão é algo bom e, assim, não tente expulsá-lo. Na nossa pesquisa, em particular, acreditamos no potencial das células facilitadoras como agentes da tolerância nos transplantes. Outra área onde essa tecnologia poderá ter grande impacto é a de reconstituição do tecido de queimados, algo que pode beneficiar milhões de pessoas em todo o mundo”, destaca. Ildstad diz que o método poderá ser útil, ainda, no tratamento de doenças autoimunes, quando o corpo rejeita suas próprias estruturas e começa a se atacar.
Compatibilidade
Com Leventhal, Suzanne Ildstad coordenou uma equipe multidisciplinar formada por 55 pesquisadores de oito diferentes instituições para desenvolver a nova técnica, que já está na fase 2 de estudos. Depois de bem-sucedido em modelos animais, o procedimento foi testado em pacientes humanos para checar a segurança.
Na pesquisa, oito pacientes com idades entre 29 e 59 anos, todos portadores de doenças renais crônicas, receberam do doador não apenas um rim, mas parte de seu sistema imunológico. A ideia dos cientistas era alcançar o quimerismo completo pós-transplante, entre pessoas com mesmo tipo sanguíneo, mas sem a necessidade de compartilhar os mesmos antígenos leucocitários humanos. Essas proteínas contidas na superfície celular fazem com que dois tecidos sejam compatíveis imunologicamente. O paciente e o doador, porém, precisam fazer um teste chamado crossmatch, para checar se o receptor não tem antígenos que rejeitem as células do órgão que vai receber.
Geradas na medula óssea, as células-tronco escapam do tecido gelatinoso e podem ser coletadas no sangue do doador. Antes do transplante, os médicos retiraram essas estruturas e as misturaram a células-tronco facilitadoras. A essa altura, o receptor já passa por um tratamento para esvaziar parte do tutano e, dessa forma, ter espaço para que as células-tronco da medula do doador possam crescer e se desenvolver (veja infografia). “O que buscamos nesse protocolo foi reeducar o sistema imunológico do receptor, de forma que as suas células e as do doador pudessem coexistir em harmonia. Assim, o órgão transplantado não é rejeitado e, ao mesmo tempo, não há necessidade de se tomarem remédios que inibam essa rejeição”, explica Leventhal.
Dos oito pacientes que se submeteram à técnica, aplicada entre 2009 e 2010, todos antingiram o quimerismo em um mês. Cinco não tomavam mais medicamentos à época da redação do artigo, e os outros três precisaram continuar com os imunossupressores, mas em doses menores. “Mesmo um ano depois que os cinco pacientes pararam de usar os remédios, exames na medula óssea mostram que o quimerismo era de 100%, e esse é um resultado extremamente animador”, conta Leventhal. Ele reconhece que o número de pessoas submetidas à técnica é pequeno, mas está entusiasmado com o potencial do transplante duplo. O próximo passo, segundo o pesquisador, é testar se o sucesso se aplica também a pessoas que já fizeram o transplante de rim.
Em uma análise perspectiva escrita para a Science Translational Magazine, James F. Markmann e Tatsuo Kawai, do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, consideram “fascinante” a pesquisa de Leventhal e Ildstad. “Se os resultados se sustentarem e se expandirem em número, eles podem ter um enorme impacto no transplante de órgãos sólidos”, escreveram. “Muitas coisas ainda têm de ser aperfeiçoadas, mas, nos últimos 50 anos, nenhuma outra técnica de transplante foi tão promissora quanto essa.”
Coexistência
Quimerismo é a condição na qual as células do doador e do receptor coexistem, um pré-requisito para o sucesso de um transplante de órgão. As células-tronco podem, no lugar dos imunossupressores, desenvolver esse papel, de acordo com o novo estudo.
Conscientização
Hoje é comemorado o dia mundial do rim, data que pretende conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção e do tratamento de doenças renais. Em Brasília, a Unidade de Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) programou uma série de atividades, que ocorrem entre 8h e 17h. A iniciativa conta com a parceria da Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Fonte: CORREIO BRASILIENSE

Link para o post original: http://bit.ly/FQ23yO
Consulfarma - Notícias - Mecanismo antirrejeição.

Malhar reduz risco cardíaco mesmo para os gordinhos - via Consulfarma

Efeito, embora menor que o de emagrecer e fazer exercício, é significativo.
Pesquisa americana acompanhou 3.000 pessoas na casa dos 40; ser ´gordinho ativo´ seria meta mais realista
Emagrecer traz benefícios óbvios à saúde, mas gordinhos fisicamente ativos também têm boas chances de evitar os problemas cardiovasculares normalmente associados ao excesso de peso.
A boa notícia está em pesquisa no "Journal of the American College of Cardiology". Se os dados levantados no estudo estiverem corretos, eles ajudarão a esclarecer uma dúvida que ainda divide os especialistas.
A questão é saber até que ponto um estilo de vida ativo é capaz de proteger alguém dos problemas de saúde ligados à obesidade.
Alguns trabalhos indicavam que o exercício poderia praticamente eliminar esses riscos, enquanto outros diziam que o excesso de peso é o fator preponderante, mesmo se a pessoa se esforça para não ser sedentária.
Parte da dúvida parece estar ligada ao fato de que a maioria desses estudos levava em conta a saúde cardiovascular dos pacientes em um único ponto do tempo. Ficava difícil saber como os efeitos do exercício e do peso afetavam o organismo das pessoas a longo prazo.
Para preencher essa lacuna, uma equipe da Universidade da Carolina do Sul, liderada por Duck-Chul Lee, obteve os registros médicos de mais de 3.000 pacientes (em geral, na casa dos 40 anos) da clínica Cooper, no Texas.
Esses pacientes faziam check-ups na clínica, com intervalos de dois ou três anos entre cada avaliação médica. Na maior parte dos casos, os pesquisadores conseguiram avaliar o estado de saúde dos pacientes ao longo de três check-ups consecutivos.
SÍNDROME
O objetivo era verificar como e quando os membros do grupo desenvolviam a chamada síndrome metabólica, um conjunto de características (como pressão alta e triglicérides em nível elevado) diretamente ligado ao surgimento de doenças do coração e diabetes, por exemplo.
Lee e companhia verificaram que pouco mudava do primeiro check-up para o segundo. A maioria dos pacientes ganhou peso, mas nenhum desenvolveu a temida síndrome metabólica.
Do segundo para o terceiro check-up, o problema apareceu no grupo testado. Quem tinha se exercitado menos e ganhado peso, obviamente, tinha risco aumentado (71%) de ter a síndrome.
Contudo, quem engordava mas continuava fisicamente ativo corria risco 22% menor do que o grupo dos gordinhos inativos. E não era preciso melhorar o condicionamento físico nesse período. Bastava mantê-lo para ter alguma proteção.
"Existe uma tendência de ressaltar a necessidade de perder peso, mas emagrecer em geral é difícil. Manter-se ativo é tão importante quanto perder peso e é uma meta mais fácil de atingir", diz Lee. Com "New York Times"

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO 

Link para o post original: http://bit.ly/xffwTt
Consulfarma - Notícias - Malhar reduz risco cardíaco mesmo para os gordinhos.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Prescrições são afetadas por ações das farmacêuticas - via Consulfarma

 O relacionamento entre médicos e farmacêuticas pode influenciar, de forma negativa ou desnecessária, as prescrições de medicamentos e as decisões de tratamento médico.
Vários estudos demonstram que os gastos com ações dirigidas aos médicos são repassados ao preço final dos medicamentos e têm impacto no bolso dos cidadãos e nos custos do sistema de saúde.

Nos EUA, os laboratórios dedicam ao marketing cerca de 25% de seus orçamentos, contra menos de 15% destinados à pesquisa.

A maioria dos médicos assegura que não se deixa influenciar por brindes em suas decisões clínicas. Aceitar presentes em nada prejudicaria os pacientes.

Pesquisa Datafolha feita em 2010 mostrou que a maioria dos médicos no Estado de São Paulo aceita brindes e avalia como positiva a relação com a indústria farmacêutica.
Também não vê problemas com eventuais conflitos de interesses.

Mas um estudo clássico de 2000, publicado no "Jama" (periódico da Associação Médica Americana), concluiu que a distribuição de brindes, amostras grátis e subvenções para viagens tem efeito sobre as atitudes dos médicos.

Pagar uma viagem para um médico aumentaria entre 4,5 e dez vezes a probabilidade de que ele receite as drogas feitas pela patrocinadora.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP

Link para a reportagem original: http://bit.ly/xU5YLe

Consulfarma - Notícias - Prescrições são afetadas por ações das farmacêuticas.

Droga para Alzheimer pode render bilhões - via Consulfarma

 Grandes farmacêuticas têm batalhado há anos para desenvolver um medicamento que interrompa o progresso do mal de Alzheimer, uma doença neurológica terrível que começa com perda de memória e inexoravelmente rouba as funções cerebrais do paciente, levando à demência e morte. Conseguir a droga teria um enorme impacto na sociedade e ajudaria a conter o custo da crescente população de pacientes de Alzheimer, estimada em 26 milhões de pessoas em todo o mundo.

Também haveria um impacto enorme sobre a saúde da indústria farmacêutica, que tem suado para substituir o faturamento perdido com a expiração de patentes de alguns dos remédios que mais vendem. Dois compostos, agora em testes clínicos de última etapa, têm o potencial para isso. Há quem ache que um tratamento de sucesso para Alzheimer poderia gerar entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões em faturamento anual.

Resultados desses testes para o solanezumab, desenvolvido pela Eli Lilly & Co., e para o bapineuzumab, desenvolvido pela Pfizer Inc., pela Elan Corp. PLC e pela Johnson & Johnson, devem sair no terceiro trimestre deste ano. Se algum desses compostos funcionar e for aprovado pela agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, a FDA, pode chegar ao mercado já no ano que vem. "Se essas drogas para Alzheimer forem um sucesso, elas podem se tornar o novo Lípitor", observa Tim Anderson, que cobre a indústria farmacêutica para a firma de análises Bernstein Research. Mas as chances de sucesso não são muito altas. Anderson põe a chance de sucesso para a droga da Eli Lilly em não mais do que 20%, chamando o solanezumab de "loteria" com um possível retorno graúdo. O bapineuzumab tem melhores chances, embora a maioria dos analistas ponha suas chances em menos de 50%.

Outro remédio promissor é o Gammagard, da Baxter International Inc., que mostrou resultados encorajadores num teste de Fase II e está em dois testes separados de Fase III, um dos quais deve ser concluído no ano que vem. E há várias outras drogas em testes de Fase II. Mas o bapineuzumab e o solanezumab são os mais avançados no processo.
A Eli Lilly não tem muito mais além do solanezumab com que contar. As ações do laboratório podem até subir nos próximos meses, com a expectativa de um resultado favorável dos testes.

É importante notar que provavelmente nenhum desses remédios será capaz de curar ou reverter o curso da doença. As farmacêuticas simplesmente esperam que os tratamentos adiem a evolução do Alzheimer. Mas isso já seria uma vitória diante da série de fracassos na busca por um remédio para a doença. Os tratamentos atuais, como o Aricept e o Namenda, combatem alguns sintomas da doença mas não impedem sua evolução.
"O verdadeiro objetivo do solanezumab é desacelerar o declínio", disse Eric Siemers, diretor sênior de medicina da equipe de pesquisas sobre Alzheimer da Eli Lilly, numa teleconferência com investidores patrocinada pela Bernstein em dezembro.

Mesmo assim, um produto aprovado pela FDA que consiga retardar os efeitos da doença tem o potencial de gerar receita anual de bilhões de dólares, diante do desespero dos pacientes de Alzheimer e de suas famílias. A maioria dos pacientes tem mais de 65 anos. O número mundial de pessoas com Alzheimer pode chegar a 100 milhões em 2050. O custo de tratar os pacientes atuais é calculado em US$ 150 bilhões por ano.

A doença, porém, apesar de atingir pessoas no mundo todo, ainda não é totalmente compreendida pelos cientistas, o que complica a formulação de qualquer tratamento. Entre os mistérios que persistem estão a causa do Alzheimer e o que provoca sua disseminação no cérebro e a morte das células nervosas. "É muito diferente da diabetes ou da hipertensão", diz Arnold. "Há um grande debate entre os especialistas sobre como a doença evolui e produz seus sintomas. Você pode ouvir cinco hipóteses diferentes se conversar com acadêmicos e formadores de opinião."

O mal de Alzheimer geralmente é diagnosticado com base em dois testes clínicos, um de cognição e outro de tarefas cotidianas. Os pacientes com Alzheimer perdem em média quatro pontos por ano no teste cognitivo (a escala tem 70 pontos).
Um exemplo da dificuldade de tratar a doença é a declaração dos cien
tistas da Eli Lilly de que ficarão felizes se o remédio deles conseguir reduzir a deterioração em um terço, de seis pontos para quatro pontos nos 18 meses dos testes clínicos da Fase III.

Leia o texto completo neste link: http://bit.ly/ywKoS4

Consulfarma - Notícias - Droga para Alzheimer pode render bilhões.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Nicotina transdérmica para el tratamiento del deterioro cognitivo leve - via Revista de Neurología

La nicotina transdérmica puede administrarse con seguridad a sujetos con deterioro cognitivo leve (DCL) no fumadores durante seis meses, con una mejoría en las medidas cognitivas primarias y secundarias de atención, memoria y procesamiento mental, aunque no en la calificación de la impresión clínica global, según un estudio publicado en la revista Neurology.

El estudio aleatorizado contó con una muestra de 74 personas con DCL, 39 de ellas asignadas al grupo de tratamiento (15 mg/día de nicotina transdérmica durante seis meses) y 35 al grupo con placebo. La principal prueba del resultado cognitivo (Connors Continuous Performance Test) mostró una significativa mejoría inducida por la nicotina. Se llegó a la conclusión de que este primer estudio proporciona evidencia de mejora cognitiva inducida por la nicotina en sujetos con DCL, pero se requieren estudios más amplios para comprobar si estos efectos son clínicamente relevantes.

[Neurology 2012] - http://www.neurology.org/content/78/2/91.abstract?etoc
Newhouse P, Kellar K, Aisen P, White H, Wesnes K, Coderre E, et al

Nicotina transdérmica para el tratamiento del deterioro cognitivo leve - Revista de Neurología

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Possível tratamento para linfangiomas da infância

Malformações linfáticas (ML), também conhecidas como linfangiomas, são anomalias vasculares congênitas incomuns, representando muitas vezes um desafio terapêutico. Seu tratamento é cirúrgico, via de regra, mas muitas vezes elas são difíceis, quando não impossíveis, de ressecar completamente. Outras estratégias envolvem a injeção de substâncias capazes de causar dano celular ou inflamação dentro dos linfangiomas - uma modalidade de tratamento conhecida coletivamente como escleroterapia. Na maioria dos casos, porém, o resultado de todos estes tratamentos é uma regressão parcial, com lesões residuais de tamanhos às vezes significativos persistindo por toda a vida. Estas lesões residuais podem desfigurar permanentemente os pacientes, ou causar-lhes danos à saúde.

Agora, na edição de 26 de janeiro de 2012 do New England Journal of Medicine, um grupo de pesquisadores da Universidade de Stanford, Universidade de Washington e Universidade do Colorado relataram, pela primeira vez, um tratamento farmacológico bem sucedido para crianças com linfangioma. Trata-se da droga sildenafila, utilizada para tratar uma condição relativamente rara, a hipertensão pulmonar idiopática, além de seu uso mais conhecido e popular no tratamento da disfunção erétil. Quando uma criança portadora de linfangioma torácico extenso (de parede e intratorácico) foi diagnosticada com hipertensão pulmonar idiopática, a medicação foi prescrita. Com o passar do tempo, porém, notou-se que, além do esperado efeito na doença pulmonar, a lesão vascular passou a regredir, vindo a entrar em remissão completa.

O grupo, liderado por Glenda L. Swetman, testou a sildenafila em duas outras crianças com linfangiomas gigantes, já tratados anteriormente com escleroterapia com resposta parcial. No ensaio piloto, as crianças receberam sildenafil diariamente por 12 semanas, obtendo regressão importante das lesões (75% ou mais). Esses resultados foram encaminhados para publicação no NEJM e imediatamente após sua divulgação viraram notícia. Os autores da pesquisa já iniciaram um ensaio clínico duplo-cego randomizado para investigar em definitivo esta nova aplicação da sildenafila, uma nova esperança para as crianças portadoras de linfangioma! O uso de sildenafila pode revolucionar o tratamento de linfangiomas da infância, de uma forma análoga ao que ocorreu a alguns anos quando o propranolol mostrou um importante efeito em hemangiomas infantis. Lesões vasculares mais comuns na infância, hemangiomas e linfangiomas em conjunto poderão, em breve, ter tratamento fácil, eficaz e seguro, mudando para sempre esta página na história da medicina!

Link para o trabalho na íntegra: http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc1112482

Atualização: em 2015 novos resultados mostraram que, na verdade, a sildenafila não tem efeito em ML (linfangiomas) da infância e sua promessa como novo tratamento não se cumpriu!

For Its New Science Minister Brazil Picks ... A Scientist - via ScienceInsider

SÃO PAULO, BRAZIL—Brazil has announced that Marco Antônio Raupp, currently president of the Brazilian Space Agency, will become the new minister of science, technology and innovation on 24 January. Unlike the man he will replace, Aloizio Mercadante, a leading figure in the Worker's Party with little background in science, Raupp, 73, has more than 40 years of experience in the field. His appointment has pleased the scientific community, which never warmed to his predecessor.


A native of the relatively developed south of the country, Raupp graduated in physics from the Federal University of Rio Grande do Sul and got his Ph.D. in mathematics from the University of Chicago. He has taught at universities in Brazil's three most important cities, São Paulo, Rio de Janeiro,and Brasília, and has worked on a number of important scientific and research institutions.

Raupp said he was honored by the president's decision and called it "a crucial moment" in the ministry's development. "I am totally aware of the unprecedented demands being made on science, technology and innovation to contribute as an essential part of Brazil's social and economic development," he said in a statement.

Raupp's appointment marks a cascade of cabinet changes. Mercadante is leaving the science ministry to take charge of the education ministry and a much larger budget. The departing education minister, Fernando Haddad, is stepping down to run for mayor of São Paulo in an October election.

on 19 January 2012

posted on ScienceInsider blog 
Link: For Its New Science Minister Brazil Picks ... A Scientist - ScienceInsider
http://bit.ly/A0tBiQ

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Una dieta rica en antioxidantes para la prevención del accidente cerebrovascular - via Revista de Neurología

El uso de una dieta rica en antioxidantes puede reducir significativamente el riesgo de padecer un accidente cerebrovascular en mujeres.

Un estudio prospectivo, publicado en la revista Stroke, encontró que las mujeres sin antecedentes de enfermedades cardiovasculares que consumían una mayor cantidad de antioxidantes en alimentos como las frutas, verduras, té, cereales integrales y chocolate presentaban una disminución del 17% en el riesgo de padecer un accidente cerebrovascular que aquéllas que ingerían una menor cantidad. Entre las mujeres con antecedentes de enfermedades cardiovasculares, las que consumieron una mayor cantidad de antioxidantes mostraban un 45% menos de probabilidad de padecer un accidente cerebrovascular hemorrágico.
 
Los investigadores analizaron las 31.035 mujeres que estaban libres de enfermedad cardiovascular al inicio del estudio por separado de las 5.680 mujeres con antecedentes de enfermedad cardiovascular. El riesgo de accidente cardiovascular se ajustó por edad, educación, tabaquismo, índice de masa corporal, actividad física, hipertensión, hipercolesterolemia, diabetes, antecedentes familiares de infarto de miocardio, el uso de la aspirina, el uso de suplementos dietéticos y la ingesta de energía total, el alcohol y el café.
  
[Stroke 2011]
Rautiainen S, Larsson S, Vitarmo J y Wolk A

Una dieta rica en antioxidantes para la prevención del accidente cerebrovascular - Revista de Neurología

El pescado, café y alcohol pueden retrasar la progresión de la esclerosis múltiple - via Revista de Neurología

El consumo regular de pescado, alcohol y café puede ayudar a retrasar la aparición y progresión de la enfermedad en pacientes con esclerosis múltiple de recaídas múltiples (EM). Sin embargo, el consumo de estos alimentos no parece afectar al desarrollo de la enfermedad en pacientes con EM de inicio progresivo.

El estudio, publicado en la revista European Journal of Neurology incluyó datos de 1.372 pacientes con EM que completaron cuestionarios que recogían información sobre sus datos demográficos, características de la enfermedad, consumo de alcohol, vino, café, té y pescado, y tabaquismo.

Los investigadores observaron que en la EM recidivante, el consumo de alcohol, vino, café y pescado se asociaba con una reducción del tiempo necesario para llegar a una puntuación de 6 en la Expanded Disability Status Scale (EDSS). Aunque el análisis sugiere un efecto relacionado con la dosis de café, pescado y alcohol, los resultados deben ser interpretados con precaución.

[Eur J Neurol 2011]
D´hooghe MB, Haentjens P, Nagels G y De Keyser J


El pescado, café y alcohol pueden retrasar la progresión de la esclerosis múltiple - Revista de Neurología

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