terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Brazil in the Top 20 Countries in Scientific Research - ScienceWatch.com - Thomson Reuters

According to a new update from Essential Science IndicatorsSM, a publication of Thomson Reuters, the ScienceWatch.com blog Webmaster Spyder Schafer presents the 10th annual "Top 20" listings of countries which achieved particular distinction based on their papers published in indexed journals from January 2001 through August 31, 2011. Out of the 147 countries in the Essential Science Indicators database, 60 published at least 10,000 papers during the period. Countries are listed by three separate measures in the tables below: number of citations, total papers, and cites per paper. (Note: For articles with multiple authors representing different countries, each listed country receives full, not fractional, citation credit for the given paper.)
Brazil has been cited for the first time in this listing in 2010, in the 15th rank, with 190,801 published papers and an average citation per paper of 6.28 (http://bit.ly/ezIKY2). In the new 2011 listing, Brazil has mantained its rank and has risen its published papers to more than 210,000 and the citation average to 6.41 per paper. With this result, Brazil has got a significant place in the world scientific community, along with other countries of the emergent BRIC group.

Listed by Papers

Rank Country Papers Citations Cites per paper
1 USA 3,049,662 48,862,100 16.02
2 PEOPLES R CHINA 836,255 5,191,358 6.21
3 GERMANY 784,316 10,518,133 13.41
4 JAPAN 771,548 8,084,145 10.48
5 ENGLAND 697,763 10,508,202 15.06
6 FRANCE 557,322 7,007,693 12.57
7 CANADA 451,588 6,019,195 13.33
8 ITALY 429,301 5,151,675 12.00
9 SPAIN 339,164 3,588,655 10.58
10 AUSTRALIA 304,160 3,681,695 12.10
11 INDIA 293,049 1,727,973 5.90
12 SOUTH KOREA 282,328 2,024,609 7.17
13 RUSSIA 265,721 1,282,281 4.83
14 NETHERLANDS 252,242 3,974,719 15.76
15 BRAZIL 212,243 1,360,097 6.41
16 SWITZERLAND 181,636 3,070,458 16.9
17 SWEDEN 179,126 2,686,304 15.00
18 TAIWAN 177,929 1,273,682 7.16
19 TURKEY 155,276 819,071 5.27
20 POLAND 154,016 1,036,062 6.73
Source: Essential Science IndicatorsSM from Thomson Reuters, time period: 2001-August 31, 2011 (fourth bimonthly period of 2011).


Top 20 Countries in ALL FIELDS, 2001-August 31, 2011 - ScienceWatch.com - Thomson Reuters
http://bit.ly/t4Q5DN

sábado, 3 de dezembro de 2011

Fraude na ciência 3 - o caso do Americano que Errou

Um dos principais defensores da hipótese de que a moralidade é inata, tendo evoluído naturalmente nos ancestrais do homem, está sendo acusado de... fraude.
Marc Hauser, biólogo da Universidade Harvard, teria falsificado dados de experimentos, afirmam antigos subordinados do pesquisador.
Procurados pela Folha, tanto Hauser quanto a universidade se recusaram a falar. Em declaração oficial, Harvard só diz que o professor está sendo investigado e que "o registro científico de seu trabalho será corrigido".
Os detalhes da suposta fraude têm aparecido aos poucos, desde a semana passada*. Mas o que talvez seja a peça decisiva do quebra-cabeças veio à tona anteontem [19/08/2010], em reportagem do jornal "Chronicle of Higher Education", dos Estados Unidos.
Um ex-assistente de pesquisa de Hauser forneceu documentos e e-mails comprometedores ao jornal, sob a condição de ficar anônimo. As mensagens mostram um Hauser irritado com as dúvidas de seus colaboradores.
MACACOS FALANTES
Segundo o ex-assistente de pesquisa, o problema principal envolvia experimentos sobre linguagem com macacos resos (veja quadro abaixo). Neles, Hauser e companhia queriam verificar se os bichos captavam certos padrões de som, parecidos com as sílabas da fala.
Um estudo assim, aliás, havia sido relatado nesta Folha em 2004. Ocorre, porém, que o então assistente teria notado algo estranho. Enquanto as observações feitas pelo professor mostravam os primatas captando alguns dos padrões de sílabas, as assinadas por outro assistente, vendo o mesmo vídeo, diziam que nada acontecia.
Junto com um aluno de pós-graduação, o assistente teria sugerido pedir a ajuda de um terceiro observador para tirar a teima. Hauser reagiu: "Estou ficando meio p. aqui", teria escrito num e-mail. "Não houve inconsistências [nos dados]!"
A troca de e-mails e outras conversas parecidas teriam levado subordinados a denunciar Hauser à direção de Harvard, deflagrando uma investigação que começou em 2007 e continua até hoje.
 

Crédito da imagem: Editoria de Arte/Folhapress
FLEXIBILIDADE MORAL Como o biólogo Marc Hauser teria cometido distorção de dados
Cientista teria feito uma interpretação forçada de estudo com primata; biólogo e universidade não comentam o caso

REFERÊNCIA
Os cientistas que estudam primatas se dizem preocupados. "Os trabalhos dele são referência para muitos outros, estavam entre os mais citados na área", diz Maria Emilia Yamamoto, psicóloga da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Os resultados de Hauser realmente nunca tinham sido replicados por outros cientistas, mas, para a pesquisadora, isso nunca foi encarado como um indicador de possível desonestidade.
"Não é incomum não se conseguir reproduzir os resultados, isso não era preocupante. A condição dos animais em diferentes lugares pode variar, por exemplo."
Segundo ela, os trabalhos eram "cuidadosos, muito bem escritos. Se os dados que ele utilizava como base não eram confiáveis, quem poderia saber? Em princípio, você acredita no cientista."
Eduardo Ottoni, etólogo (especialista em comportamento animal) da USP, prefere ser cauteloso sobre as denúncias. "Tem um elemento de "Schadenfreude" [alegria com a desgraça dos outros] nessa história, principalmente porque se trata de um cara VIP", afirma ele.
Ottoni lembra, porém, que alguns pesquisadores da área já diziam que Hauser era descuidado em seus experimentos, "embora excelente do ponto de vista teórico".
Uma possível falha seria o fato de que os responsáveis por anotar as reações dos macacos já sabiam de antemão qual eram os estímulos, o que poderia gerar vieses. "Pode haver um efeito VIP aí. Se fosse pesquisa minha, o revisor do artigo ia me debulhar. Mas, como era o Hauser, ele pode ter sido mais complacente", diz Ottoni.

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR INTERINO DE CIÊNCIA
RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO


*Publicado na Folha Online, em agosto de 2010

INFORMAÇÕES OFICIAIS (Wikipedia):
Em 20 de agosto de 2010, o decano da faculdade das artes e das ciências de Harvard divulgou um comunicado confirmando que uma investigação interna tinha concluído que Hauser fora culpado de oito acusações de má conduta científica. Três acusações envolviam artigos publicados, e cinco envolviam estudos não publicados. A declaração revelou que Harvard está cooperando com as investigações pelo Escritório de Integridade da Pesquisa dos EUA, o Gabinete do Inspetor-Geral da National Science Foundation  e da Procuradoria do Distrito de Massachusetts. Eles vão realizar a sua própria análise e levar suas conclusões ao conhecimento do público.

Um artigo de 2002 publicado na revista científica Cognition foi recolhido ("retracted"). Neste artigo, Hauser e seus colaboradores concluíram que os saguis-de-cabeça-branca poderiam aprender
padrões simples semelhantes à regras. Em dois artigos publicados adicionais, algumas notas de campo ou gravações de vídeo foram "incompletos", apesar de Hauser e seu co-autor terem replicado os experimentos. O Proceedings of the Royal Society publicou a replicação dos dados em falta em um adendo para um dos papéis. Em abril de 2011, Hauser e Justin Wood (co-autor do artigo original) replicaram os resultados do estudo da Science de 2007 e publicaram na revista.
O FIM?
Em julho de 2011, após o Departamento de Psicologia ter votado por impedir Hauser de ensinar no próximo ano letivo, Hauser renunciou à sua posição do corpo docente da Harvard. Em sua renúncia, Hauser afirmou que ele teve "algumas oportunidades interessantes no setor privado", envolvendo a educação para adolescentes de alto risco, mas que ele poderia voltar para a academia "nos anos vindouros". Hauser confirmou que cometeu "alguns erros", mas negou má conduta científica. A conduta da Universidade de Harvard, que manteve a investigação sobre Hauser e seus resultados sob sigilo, foi amplamente criticada.

Fraude na ciência 2 - o caso do Brasileiro Inconfesso

Uma investigação internacional apontou fraude em 11 artigos científicos de um respeitado professor titular de química da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Tudo indica que se trata da denúncia mais séria de má conduta científica da história da ciência brasileira, apesar da escassez de levantamentos sobre o tema. Em geral, os casos envolvem plágio, e não invenção de resultados.
Os trabalhos que conteriam fraude saíram em várias revistas científicas da Elsevier, multinacional que é a maior editora de periódicos acadêmicos do mundo.
Os estudos da Unicamp foram retratados (ou seja, “despublicados”, não tendo mais validade para a comunidade científica). A Elsevier afirmou que os sinais de manipulação são “conclusivos”.
Claudio Airoldi, de 68 anos, é um dos pesquisadores mais experientes da Unicamp: está na universidade paulista desde 1968.

NO TOPO
Na classificação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, principal órgão federal a financiar ciência no país), ele é bolsista de produtividade nível 1A, o mais elevado, e membro da Academia Brasileira de Ciências. É o associado nº 17 da Sociedade Brasileira de Química.
Airoldi teria falsificado imagens de ressonância magnética que servem para estudar características de novas moléculas. Um dos artigos dizia que uma delas, por exemplo, tinha uma estrutura que serviria para absorver metais tóxicos da água.
Os trabalhos foram publicados entre 2008 e 2010 em colaboração com um aluno de pós-graduação, Denis Guerra, hoje professor adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso.
A Elsevier diz que o procedimento de investigação envolveu três cientistas revisores independentes, e que todos eles concluíram que “estava claro que os resultados tinham sido manipulados”. A editora diz ter pedido e recebido uma defesa dos cientistas brasileiros, mas, segundo ela, o material enviado não prova nada.
“Estava previsto que algo assim ia acontecer. Ia ser muito difícil segurar isso porque a pressão para publicar é muito grande e existe leniência em relação a esse comportamento”, diz Sílvio Salinas, físico da USP que segue de perto os casos de má conduta científica no país.
De fato, diferentemente dos Estados Unidos, que contam com uma agência federal para investigar casos assim, o Brasil deixa o acompanhamento dos casos e possíveis punições nas mãos das instituições onde ocorrem.
Não existem estatísticas consolidadas sobre o tema por aqui. Mas, num clima de competição científica acirrada e globalizada, com pesquisadores cada vez mais pressionados para mostrar sua produção em números, mais casos são esperados.
Nos próprios EUA, em 16 anos as fraudes científicas cresceram 161%. Em países como China e Brasil, onde a publicação bruta de artigos científicos tem crescido muito sem que a qualidade acompanhe esse ritmo, o fenômeno deve aparecer mais.
“As universidades e as agências de fomento precisam tomar providências quanto a isso. Nunca tinha tido conhecimento sobre algo dessa dimensão no Brasil. A ordem de grandeza é similar a casos de fraude que ocorrem na China”, diz Salinas.
A Unicamp instaurou uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a universidade, ela deve ser concluída em 30 dias.

OUTRO LADO
Procurado pela Folha, Airoldi desligou o telefone assim que a reportagem se apresentou, dizendo não ter tempo para falar. Ele foi contatado também por e-mail, mas não respondeu até o fechamento desta edição.
Guerra disse já ter entrado em contato com a Elsevier. “Mandamos toda uma defesa dos trabalhos, apresentando provas de que as imagens são verdadeiras, mas não recebemos nenhuma posição.”
Ele diz que a retratação da Elsevier “incomoda seriamente”. “Pode acontecer de você nunca mais conseguir publicar um trabalho. Um editor vê uma coisa dessas e vai pensar o quê? Somos do Terceiro Mundo, a verdade é essa, sem dúvida nenhuma contra pesquisadores do Primeiro Mundo a crítica teria uma peso menor.”

(Folha Online via Diálogos Políticos)

Fraude na ciência 1 - o caso do Holandês Simulador

Acadêmicos da Holanda mostraram surpresa no mês de novembro ao constatar que um de seus mais prestigiados psicólogos sociais, Diederik Stapel, inventava grande parte dos dados que eram divulgados em seus artigos, que, inclusive, chegaram a ser publicados pela revista “Science”.
Embora a suspeita da fraude já tenha sido confirmada em setembro, quando o psicólogo foi impedido de exercer suas funções como decano da Faculdade de Ciências Sociais e do Comportamento da Universidade de Tilburg (sul da Holanda), nesta semana ficou claro que o mesmo utilizava esse tipo de artifício há pelo menos oito anos.
Durante esse tempo, o psicólogo teria falsificado dezenas de publicações e pesquisas que contavam com sua supervisão. As fraudes também estão sendo analisadas por uma comissão específica sob supervisão do psicólogo lingüístico Willem Levelt.
Essa comissão procura saber, entre outras coisas, se a tese do psicólogo, com doutorado pela Universidade de Amsterdã, também apresenta dados falsos, fabricados e modificados para confirmar suas próprias hipóteses.
Seguindo as recomendações da comissão, as universidades de Groningen (ao norte do país) e Tilburg, onde o psicólogo trabalhou desde 2006, denunciaram o mesmo por fraude e falsificação de documentos no Ministério Fiscal holandês.
Um dos mais midiáticos e prestigiados da Holanda, o psicólogo social reconheceu sua fraude através de um comunicado, no qual especificava toda sua vergonha pelo ato.
“Não controlei essa pressão em publicar e sempre queria mais e mais rápido”, explicou o autor da fraude, confirmando que sua atitude não foi motivada por seu próprio interesse. Stapel também assegurou que a justiça deve se aprofundar nas razões que o motivaram a atuar dessa forma.
Alguns dos estudos mais famosos de Stapel, simpatizante de organizações contra a criação em massa de animais para o consumo, concluíram, por exemplo, que as pessoas que comem carne são mais agressivas que as vegetarianas. Após a descoberta da fraude, a objetividade destas publicações também foi colocada em dúvida.
Esse estranho caso foi divulgado depois que alguns estudantes de doutorado de Stapel repararam que o professor nunca os deixavam participar das pesquisas de dados.
O professor de psicologia afirmava para seus alunos que contava com muitos contatos em escolas que distribuíam questionários para iniciar uma pesquisa, mas, na realidade, os dados eram inventados pelo próprio acadêmico.
Segundo a comissão de investigação, o psicólogo começou a falsificar esses dados em 2000, quando trabalhava na Universidade de Groningen.
Segundo o jornal “De Volkskrant”, quando os estudantes pressionavam o professor para acompanhar suas pesquisas, Stapel abusava de sua posição de poder, colocando em dúvida a proposta de investigação de seu aluno.

(Ultimo Segundo via Diálogos Políticos)

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